homem teclando no notebook

Sendo uma das funções da Administração, o Controle pode ser definido como “fazer com que algo aconteça do modo como foi planejado”, sendo classificado como Estratégico (ou de nível institucional), Gerencial (ou de nível intermediário) e Operacional, podendo acontecer antes, durante ou após a realização do trabalho.

Seu objetivo é diminuir a ocorrência de fatos indesejáveis na gestão empresarial, identificando riscos, implantando ferramentas de apoio e fazendo cumprir determinações e o atendimento ao plano estratégico.

Outras definições para Controles Internos:

– O grupo norte-americano de entidades profissionais COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – uma organização privada criada nos EUA em 1985 para prevenir e evitar fraudes nas demonstrações contábeis) define os controles internos como sendo “um processo operado pelo conselho de administração, pela administração e outras pessoas, desenhado para fornecer segurança razoável quanto à consecução de objetivos nas seguintes categorias”: confiabilidade de informações financeiras, obediência (compliance) às leis e regulamentos aplicáveis e eficácia e eficiência de operações.

– A AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) registra uma definição: “o controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas adotados pela empresa, para salvaguardar seu patrimônio, conferir exatidão e fidedignidade dos dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a obediência às diretrizes traçadas pela administração da companhia”.

– Franco e Marra entendem o controle interno como sendo “(…) todos os instrumentos da organização destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitem prever, observar, dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produzem reflexos em seu patrimônio”.

– Finalmente, para Chiavenato, o controle tem por finalidade “(…) assegurar que os resultados daquilo que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos. A essência do controle reside na verificação se a atividade controlada está ou não alcançando os objetivos ou resultados desejados. O controle consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determinado”.

Como podemos ver, o objetivo do controle interno, independente da visão, é de grande utilidade na realização das avaliações do processo de gestão, o que nos mostra um forte vínculo entre controle interno e a administração empresarial. Parece ainda razoável que o controle interno tenha como objetivo a potencialização do êxito do processo decisório, o que implica em maior geração de benefícios socioeconômicos.

Os objetivos do controle interno devem contemplar:

– Dotar a empresa de uma base informativa confiável e tempestiva;

– Induzir comportamento focado em resultados;

– Salvaguardar o potencial de geração de riqueza (patrimônio);

– Garantir, subsidiariamente, a observância de regulações nacionais ou estrangeiras aplicáveis ao negócio.

De uma forma geral ou individualizada, os controles internos abrangem toda a empresa, desde suas pequenas rotinas até os controles contábeis, trazendo-lhe um custo-benefício favorável para seu desenvolvimento, e indo de encontro às necessidades do negócio, ao objetivo definido pela gestão e ainda a levando a benefícios diversos.

Por fim, podemos citar que um bom sistema de controle interno é aquele que acusa, de forma rápida, a necessidade de adoção de medidas preventivas ou corretivas visando a eliminar, ou mesmo a minimizar, perdas decorrentes de ineficiências, desvios e a maximização do lucro da organização.

Podemos considerar que o Controle representa uma importante ferramenta para suportar a estratégia de uma empresa e, individualmente, a cada uma de suas áreas e seus gestores. Uma ferramenta indispensável para a alta administração, para a gestão gerencial e para o nível operacional, direcionando e permitindo que normas e procedimentos importantes sejam seguidos, que a estratégia esteja alinhada, que as finanças sejam realmente conhecidas, que a empresa possa responder às ameaças em tempo hábil, que riscos sejam conhecidos e mitigados e que os objetivos da empresa e acionistas sejam atingidos dentro da expectativa.

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