Amanda Carioca

Postado dia 15/10/25 18:00

Reforma Tributária: o que muda e como se preparar

A Reforma Tributária, iniciada com a promulgação da Emenda Constitucional 132 de 2023, representa a mudança mais profunda e estrutural no sistema de impostos do Brasil nas últimas décadas. Longe de ser apenas um ajuste técnico, ela redesenha a forma como o consumo é tributado no país, com o objetivo de simplificar, trazer transparência e aumentar a competitividade das empresas.

Para empresários, gestores financeiros e profissionais da área fiscal, entender o que muda e, principalmente, como se preparar, não é uma opção, mas uma necessidade estratégica. Ignorar essa transformação é arriscar a saúde financeira e a sustentabilidade do negócio no novo cenário que se desenha. Este conteúdo aborda de forma prática o que você precisa saber hoje.

A Reforma Tributária foi aprovada?

Sim, a base da Reforma Tributária foi aprovada. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45/2019) foi promulgada, o que significa que as diretrizes gerais do novo sistema já fazem parte da Constituição.

No entanto, a implementação ainda depende de etapas cruciais. Os detalhes operacionais – como alíquotas exatas, regras de crédito e regimes específicos – estão sendo definidos por meio de Leis Complementares. Recentemente, o segundo principal projeto de lei complementar (PLP 108/2024), que detalha a atuação do Comitê Gestor do IBS, foi aprovado no Senado e, por ter sofrido alterações, retornou para análise da Câmara dos Deputados.

Portanto, o cenário atual é de transição: a direção da mudança está definida, mas as “regras do jogo” ainda estão sendo finalizadas no Congresso. O cronograma de implementação é gradual, começando com uma fase de teste em 2026 e se estendendo até 2032, com a extinção completa dos impostos antigos em 2033.

O que muda com a Reforma Tributária

A mudança central da reforma é a substituição de cinco tributos sobre o consumo por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de modelo dual, ou seja, com duas frentes:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): gerenciada pela União, unificará os tributos federais (PIS, COFINS e IPI).
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): gerenciado por estados e municípios, unificará o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).

Essa nova estrutura impactará todos os setores. A indústria tende a se beneficiar com o fim da cumulatividade. O setor de serviços, por outro lado, deve se preparar para uma nova dinâmica de alíquotas e precisará de um planejamento cuidadoso.

Simplificação de impostos

O principal ganho da reforma é a simplificação. A unificação de cinco impostos em dois reduz drasticamente o número de obrigações acessórias. Além disso, o modelo de IVA acaba com a cumulatividade (o “efeito cascata”), onde um imposto incide sobre o outro. No novo sistema, o imposto pago na etapa anterior poderá ser integralmente creditado na etapa seguinte.

Alíquotas e transição

O sistema prevê uma alíquota padrão (com estimativas em torno de 26,5%), uma alíquota reduzida e regimes diferenciados. As taxas exatas dependerão da arrecadação necessária para manter a carga tributária atual. Recentemente, o Senado ajustou o período de referência para calibrar a alíquota do IBS, que será calculado com base na média de arrecadação de ICMS e ISS entre 2024 e 2026.

O período de transição, que começa em 2026, será longo para permitir que empresas e governos se adaptem, exigindo dos sistemas de gestão a capacidade de operar em ambos os modelos simultaneamente.

Impactos para empresas do Simples Nacional

O regime do Simples Nacional será mantido. A grande novidade é a flexibilidade: as micro e pequenas empresas poderão escolher entre duas opções:

  1. Manter o recolhimento unificado no DAS, como hoje.
  2. Optar por recolher o IBS e a CBS “por fora”, no regime normal. Essa opção será vantajosa para empresas que vendem para grandes companhias, pois permitirá que seus clientes aproveitem os créditos tributários, tornando-as mais competitivas.

Quais impostos mudam com a Reforma Tributária

A reforma extinguirá cinco tributos que hoje representam um dos maiores desafios de compliance para as empresas brasileiras:

  • Tributos Federais: PIS, COFINS e IPI.
  • Tributo Estadual: ICMS.
  • Tributo Municipal: ISS.

A substituição desses impostos por um IVA dual promete trazer mais transparência, pois o consumidor saberá exatamente quanto paga de imposto, e mais eficiência, com regras mais claras e uniformes em todo o território nacional.

Aprovação da Reforma Tributária: próximos passos

Com a PEC aprovada, o foco total agora está na aprovação final das Leis Complementares na Câmara dos Deputados. É fundamental que os gestores acompanhem de perto essas discussões, pois são elas que definirão as regras operacionais do dia a dia.

As empresas devem se preparar desde já, realizando diagnósticos para simular o impacto da reforma em seus preços, margens e fluxo de caixa. Mais importante ainda, é o momento de avaliar se os sistemas de gestão atuais estão preparados. A automação dos controles tributários será um diferencial competitivo decisivo.

Automação e ERP no cenário da Reforma Tributária

A adaptação à Reforma Tributária será um desafio muito maior para empresas que ainda dependem de controles manuais. Um sistema de gestão (ERP) moderno e flexível, como o SAP Business One, é a ferramenta central para garantir uma transição segura e eficiente.

Um ERP robusto será capaz de lidar com as novas regras de cálculo, a complexa gestão de créditos de IBS e CBS e as novas obrigações acessórias. Mas para ir além da simples adaptação, a automação precisa ser inteligente. Pensando nisso, a Okser está na vanguarda, desenvolvendo soluções proativas.

Um exemplo disso é o nosso robô de automação fiscal, uma ferramenta desenhada para automatizar a análise e a conformidade com as novas regras da RT, já disponível para clientes e novos clientes.

As vantagens da automação fiscal nesse novo cenário são claras: redução drástica de erros, garantia de compliance com as regras em constante evolução e a geração de relatórios em tempo real para uma tomada de decisão estratégica.

Dê o próximo passo com a Okser

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de impostos; é uma modernização do ambiente de negócios brasileiro. Ela representa uma oportunidade para as empresas revisarem seus processos, otimizarem suas estruturas de custos e se tornarem mais competitivas.

Nesse processo, as organizações que sairão na frente são aquelas que enxergarem a mudança como um catalisador para a inovação. A tecnologia e a automação via ERP implementado do jeito certo serão o principal diferencial competitivo para garantir uma adaptação rápida e segura.

O SAP Business One, os add-ons e o robô de automação fiscal da Okser podem simplificar a adaptação da sua empresa à nova Reforma Tributária. Com essa combinação, já estamos apoiando ativamente nossa base de clientes a navegar pela transição com mais segurança e inteligência.

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FAQ – Perguntas Frequentes sobre a Reforma Tributária

A Reforma Tributária já está valendo?

Ainda não. Aprovada em 2023, ela entrará em vigor gradualmente até 2033, com período de transição a partir de 2026.

Quais impostos serão substituídos pela Reforma Tributária?

PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS serão unificados em dois tributos: CBS (federal) e IBS (estadual e municipal).

Como a Reforma Tributária impacta pequenas empresas?

Empresas do Simples Nacional terão regras específicas, mantendo a simplicidade do regime, mas com possibilidade de créditos de IVA para operações.

A Reforma Tributária vai aumentar a carga de impostos?

O objetivo é manter a carga tributária estável, mas redistribuída entre setores. Alguns segmentos podem sentir aumento, enquanto outros terão redução.

Como as empresas devem se preparar para a Reforma Tributária?

Investindo em automação fiscal, revisando processos internos e acompanhando regulamentações complementares para adaptação gradual.

O que muda para o consumidor final com a Reforma Tributária?

A expectativa é de preços mais transparentes e competitivos, já que os impostos ficarão destacados de forma clara na nota fiscal.

Quais os riscos de não se adaptar à Reforma Tributária?

Empresas que não atualizarem processos podem enfrentar inconsistências fiscais, multas e perda de competitividade.

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